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quarta-feira, 18 de junho de 2014

18 de Junho - Dia do Químico

18 de junho (AO 1945: 18 de Junho) é o 169.º dia do ano no calendário gregoriano (170.º em anos bissextos). Faltam 196 para acabar o ano.

Hoje é dia 18 de Junho, dia em que as constelações do universo se alinham....rs. Brincadeira, hoje é dia do Químico!

Químico

Químico é um profissional/cientista treinado no estudo da química.
Eles estudam a composição da matéria e suas propriedades, tais como a densidade e acidez. Descrevem cuidadosamente as propriedades por eles estudadas em termos de quantidade, com detalhes sobre o nível de moléculas e átomos que os compõem. Medem proporções de substâncias, as taxas de reação e demais propriedades químicas.

Determinam a composição e as propriedades de substâncias desconhecidas, assim como são preparados para reproduzir e sintetizar grandes quantidades de substâncias úteis que ocorrem naturalmente, criar novas substâncias artificiais e processos úteis. Químicos podem se especializar em qualquer subdisciplina da química. Cientistas de materiais e metalúrgicos compartilham muito da mesma educação e habilidades dos químicos. O trabalho de químicos é muitas vezes relacionado ao trabalho dos engenheiros químicos, que são principalmente preocupados com o desenvolvimento de projetos industriais adequados, construção e avaliação de plantas mais rentáveis para a fabricação em larga escala de produtos químicos. Os químicos trabalham em estreita colaboração com a indústria no desenvolvimento de novos processos e métodos para a fabricação em escala comercial de produtos químicos e produtos relacionados.

As principais frentes de trabalho para os químicos são as instituições de ensino, a indústria, e os laboratórios de pesquisa.

A química está dividida em várias sub-disciplinas, mas existem também vários campos interdisciplinares e campos especializados. Há uma grande interface entre os diferentes ramos da química com outras áreas científicas como biologia, medicina, física, radiologia, farmácia, nutrição e engenharia, ampliando consideravelmente o campo de atuação do químico:

Química analítica: análise de amostras de determinado material para compreensão de sua composição química e estrutura. As metodologias da química analítica podem ser usados ​​em todas as subdisciplinas de química, excluindo os estudos puramente teóricos;



Bioquímica é o estudo dos produtos, reações e interações que ocorrem em seres vivos. A química orgânica e a bioquímica estão intimamente relacionadas, por exemplo, na química medicinal;



Química inorgânica é o estudo das propriedades e das reações dos compostos inorgânicos. A distinção entre disciplinas orgânicos e inorgânicos não é absoluta e há muitas interfaces, sendo a química de organometálicos a subdisciplina mais importante. A química inorgânica também estuda as ligações químicas e a estrutura molecular e atômica.



Química medicinal é a ciência envolvida no projeto, síntese e desenvolvimento de fármacos; envolve a identificação, síntese e desenvolvimento de novas entidades químicas adequadas para uso terapêutico; inclui o estudo de drogas existentes, suas propriedades biológicas e a relação estrutura-atividade (REA).



Química orgânica é o estudo da estrutura, propriedades, composição, mecanismos e reações de compostos orgânicos. Os químicos orgânicos também podem se especializar em purificação e separação de compostos orgânicos.



Físico-química é o estudo que envolve a física básica dos sistemas e processos químicos. Em particular, a energética e a dinâmica de tais sistemas e processos são de interesse para os físicos-químicos. Importantes áreas de estudo incluem termodinâmica química, cinética química, eletroquímica, química quântica, mecânica estatística e espectroscopia. A físico-química tem grande sobreposição com a física molecular e da química teórica e envolve o uso de cálculo em equações decorrentes.



Química teórica é o estudo da química através de raciocínios teóricos (geralmente abordando em conjunto a física e/ou a matemática). Em particular, a aplicação de mecânica quântica para a química é chamada de química quântica. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento de computadores tem permitido o desenvolvimento sistemático da química computacional, que é a arte do desenvolvimento e aplicação de programas de computador para resolver problemas químicos. A química teórica tem grande interface com a física da matéria condensada e a física molecular.



As áreas citadas acima são as principais em empregar químicos. Outros campos incluem a química atmosférica, química de alimentos, cosmetologia, engenharia química, quimio-informática, eletroquímica, ciências ambientais, química forense, geoquímica, química verde, ciência dos materiais, ciências médicas, biologia molecular, genética molecular, nanotecnologia, química nuclear, enologia, química de organometálicos, petroquímica, farmacologia, fotoquímica, fitoquímica, química de polímeros, química supramolecular e química de superfície.

Stephen Hawking - Hilário com sempre!

É de se admirar a inteligência e o bom humor do grande cientista Stephen Hawking (professor lucasiano emérito de matemática na Universidade de Cambridge, UK). Doutor em cosmologia, onde hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

Stephen Hawking

Recentemente ele concedeu uma entrevista ao John Oliver, comediante e apresentador do programa Last Week Tonight da HBO, entrevistou Stephen Hawking. Eu nunca imaginei que riria tanto assistindo a esta mente brilhante. Abaixo segue o vídeo, é em inglês, mas não tão de difícil compreensão.


Oliver: Você disse recentemente em um artigo que o “sucesso em criar inteligência artificial seria o maior evento na história humana, infelizmente também pode ser o último”. Você está dizendo que os robôs destruirão a humanidade? E isto é um argumento científico ou a trama de um filme incrível?

Hawking: Inteligência artificial pode ser um perigo real em um futuro não tão distante. Poderá melhorar a si mesma e ficar mais inteligente que todos nós.

Oliver: Eu sei que você está tentando fazer com que as pessoas sejam cuidadosas sobre isso, mas porque eu não deveria ficar animado por lutar contra um robô?

Hawking: Você perderia.

Mais tarde:

Oliver: Você disse que pode haver um número infinito de universos paralelos. Isto significa que há um universo por aí em que eu sou mais inteligente do que você?

Hawking: Sim. E também há um universo em que você é engraçado.

Aproveitem!

Fonte: http://hypescience.com/stephen-hawking-entrevista-engracada-humor/

sábado, 14 de junho de 2014

Pálido ponto azul - Carl Sagan

Carl Sagan
 No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma imagem que retornou da Voyager era a Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um "pálido ponto azul" na granulada imagem.

Numa conferência em 11 de Maio de 1996, Sagan falou dos seus pensamentos sobre a histórica fotografia:
A Terra é um minúsculo ponto, distante 6.4 bilhões de quilômetros, no meio de um raio solar, circulado em azul.
"Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.

As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.

Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido."

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Um pequeno "chute" para um homem mas um grande salto para a humanidade

Acho que faz todo o sentido começar o post dizendo que o titulo do mesmo remete a uma frase dita em 1969 que todo mundo conhece. Talvez o desafio intelectual foi tão grande quanto.
Eu acho que pouca gente "viu" o que mais de espetacular aconteceu na abertura da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil. Talvez até viram, mas não entenderam ou não deram "bola", pois o que importava era o Neymar e cia, não é mesmo? Pois é. Mas algo de muito incrível aconteceu. Talvez não seja uma revolução científica e tecnológica, mas um GRANDE avanço em Ciência e Tecnologia, e o melhor, sob a coordenação de um brasileiro.
O neurocientista Miguel Nicolelis reclamou do pouco tempo reservado ao "chute simbólico" com o exoesqueleto na transmissão da abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (12). O chute em uma bola de futebol foi dado por um paraplégico que usava o equipamento, um robô comandado pelo cérebro.
Parece pouca coisa? Com certeza não. Mas como a mídia não mostrou muito...então ainda as pessoas (maioria) ainda não conseguiram entender.
Na transmissão oficial, exibida por emissoras em todo o mundo, a cena durou sete segundos. Integrantes do projeto "Andar de Novo" (Walk Again) apareceram com o voluntário paraplégico, que estava em pé e já vestia o exoesqueleto. Ele deu um passo com a perna direita e movimentou a bola, recolhida por um menino caracterizado de árbitro de futebol. O momento vinha sendo preparado há anos por Nicolelis e sua equipe.
Inicialmente, a equipe de cientistas havia divulgado que o voluntário caminharia alguns passos para dar o simbólico "chute inaugural" do campeonato. Segundo o Comitê Organizador da Copa do Mundo, o "pontapé inicial" foi dado fora do campo de jogo, para não prejudicar o gramado por causa do peso do equipamento. Mas em vez disso será que não prejudicou muitos jovens, não só brasileiros como de outros países que estavam assistindo a se interessar mais por Ciência e Tecnologia?
Juliano Pinto, voluntário que deu o pontapé na abertura

O Projeto:
Mais de 156 pesquisadores de vários países integraram um consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado pelo brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS)
O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada "interface cérebro-máquina", que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a "força do pensamento" seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano.
No caso do exoesqueleto do projeto "Andar de novo", uma touca especial vai captar as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o voluntário se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica.
O computador decodifica essa mensagem e envia a ordem aos membros artificiais, que passarão a executar os movimentos imaginados pelo paraplégico. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário enviam sinais para a roupa especial. A pessoa, então, sente uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de "pele artificial".
Em 16 de maio, Nicolelis já havia anunciado em sua conta no Facebook a conclusão dos testes com voluntários. "Depois de meses de treinamento, os últimos dois voluntários andaram com a ajuda do exoesqueleto e puderam desfrutar da sensação de andar de novo", escreveu o neurocientista. O pesquisador batizou o exoesqueleto de "BRA-Santos Dumont I".
Ai fica uma pergunta? Será que o Prof. Nicolelis ou outro grande cientista brasileiro vai querer fazer algo na abertura da Olimpíadas de 2016? Acho que se depender da nossa mídia, a resposta é não!

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/cientista-reclama-de-tempo-curto-para-mostrar-exoesqueleto-em-abertura.html

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sobre a importância da Ciência

Nada como começar postando sobre a importância da Ciência sob a visão de um dos grande nomes na divulgação da mesma; O texto é do Prof. Marcelo Gleiser.

"Apenas uma sociedade que que é versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável"



PARECE PARADOXAL QUE, no início deste milênio, durante o que chamamos com orgulho de "era da ciência", tantos ainda acreditem em profecias de fim de mundo. Quem não se lembra do bug do milênio ou da enxurrada de absurdos ditos todos os dias sobre a previsão maia de fim de mundo no ano 2012?
Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas. Afinal, lutamos para curar doenças apenas para descobrir outras novas. Criamos tecnologias que pretendem simplificar nossas vidas, mas passamos cada vez mais tempo no trabalho. Pior ainda: tem sempre tanta coisa nova e tentadora no mercado que fica impossível acompanhar o passo da tecnologia.
Os mais jovens se comunicam de modo quase que incompreensível aos mais velhos, com Facebook, Twitter e textos em celulares. Podemos ir à Lua, mas a maior parte da população continua mal nutrida.
Consumimos o planeta com um apetite insaciável, criando uma devastação ecológica sem precedentes. Isso tudo graças à ciência? Ao menos, é assim que pensam os descontentes, mas não é nada disso.
Primeiro, a ciência não promete a redenção humana. Ela simplesmente se ocupa de compreender como funciona a natureza, ela é um corpo de conhecimento sobre o Universo e seus habitantes, vivos ou não, acumulado através de um processo constante de refinamento e testes conhecido como método científico.
A prática da ciência provê um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação, que a vida e a morte são parte de uma cadeia de criação e destruição perpetuada por todo o cosmo, dos átomos às estrelas e à vida. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído.
A ciência pode não oferecer a salvação eterna, mas oferece a possibilidade de vivermos livres do medo irracional do desconhecido. Ao dar ao indivíduo a autonomia de pensar por si mesmo, ela oferece a liberdade da escolha informada. Ao transformar mistério em desafio, a ciência adiciona uma nova dimensão à vida, abrindo a porta para um novo tipo de espiritualidade, livre do dogmatismo das religiões organizadas.
A ciência não diz o que devemos fazer com o conhecimento que acumulamos. Essa decisão é nossa, em geral tomada pelos políticos que elegemos, ao menos numa sociedade democrática. A culpa dos usos mais nefastos da ciência deve ser dividida por toda a sociedade. Inclusive, mas não exclusivamente, pelos cientistas. Afinal, devemos culpar o inventor da pólvora pelas mortes por tiros e explosivos ao longo da história? Ou o inventor do microscópio pelas armas biológicas?
A ciência não contrariou nossas expectativas. Imagine um mundo sem antibióticos, TVs, aviões, carros. As pessoas vivendo no mato, sem os confortos tecnológicos modernos, caçando para comer. Quantos optariam por isso?
A culpa do que fazemos com o planeta é nossa, não da ciência. Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher o seu destino responsavelmente. Nosso futuro depende disso.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1710201003.htm